Foto:Susi Tesch

Ira! Folk, no Teatro do Bourbon Country dia 05/10.

Depois de duas sessões esgotadas em 2018, no Teatro do Bourbon Country, Nasi e Edgard Scandurra apresentam o show que denominaram de Ira! Folk. O show intimista conta com apenas Nasi e Scandurra no palco, um Ira! que você nunca viu! Com shows esgotados por todas as cidades que visita, a dupla apresenta suas mais famosas canções em novo formato,limpo e visceral. Apesar de serem conhecidos pelo seu rock contundente, as canções do Ira! nasceram assim, com o violão do guitarrista e compositor, Edgard Scandurra e a voz de Nasi. Com realização da Opus Promoções e da Showtime 19, a apresentação ocorre dia 5 de outubro, às 21h, no Teatro do Bourbon Country. Os ingressos já estão à venda. Confira o serviço completo abaixo.

A nova apresentação tem marcado bastante quem aprecia a obra do Ira!, mostrando as lindas canções compostas desde 1981, suas melodias e caminhos para se explorar com poucos instrumentos no palco. No repertório, há clássicos e mais clássicos da banda, como Flores em Você, Dias de Luta, Envelheço na Cidade, Eu quero sempre mais, O Girassol, Tolices, Tarde Vazia, 15 Anos, Núcleo Base, Boneca de Cera e tantas outras, com uma nova roupagem.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sujeito à taxa de serviço): Site:www.uhuu.com Atendimento:falecom@uhuu.com

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sem taxa de serviço): Bilheteria do Teatro do Bourbon Country:Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar (de segunda a sábado, das 13h às 21h, e domingo e feriado, das 14h às 20h)

Confira abaixo a resenha do Ira! Folk no show do Araújo Vianna em 07/10/2017 feita pela Rádio Pirada.

Folk, pero no mucho: à vontade, Ira! contagia os fãs em Porto Alegre

Paulo Egídio, especial para a Rádio Pirada
pauloegidiors@gmail.com

A proposta era uma apresentação intimista, com base no folk, pouco instrumentos e, portanto, mais leve. Contudo, não faltou bom rock n’ roll durante o show do Ira! no auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre, no último sábado (7). Em um palco com molduras brancas vazadas, que permitia um excelente jogo de luzes, Nasi e Edgard Scandurra tocaram por quase duas horas, levantando a plateia várias vezes com hits bem distribuídos durante o repertório.

Eram 21h11 quando as luzes do teatro se apagaram e o palco foi iluminado. Dois minutos depois, a mão esquerda de Scandurra começou a dedilhar no violão as primeiras notas de Mudança de Comportamento. Após a execução da música, os dois protagonistas da noite saudaram um público bastante animado, formado essencialmente por pessoas de meia-idade. A arrancada teve ainda Dias de Luta e Flerte Fatal.

Na sequência, o show entrou em uma vibe mais tranquila, com canções como Quinze Anos e Perigo e Tarde Vazia. Ainda assim, a estratégia de intercalar as conhecidas Girassol, Flores em Você e, principalmente, Eu Quero Sempre Mais, demonstrou-se o grande acerto da noite. A energia da plateia, que saltava das poltronas quase que automaticamente quando começavam os hits, compensou o bom número de espaços vazios no Araújo Vianna.

Com um colete sobre a camisa e um chapéu à lá cantor de bossa nova, Nasi parecia verdadeiramente à vontade. Sorridente, levantou várias vezes para saudar os fãs e vibrou durante quase todo o espetáculo. Mais comedido, Scandurra também deixou seu lugar e até chegou a dar pulinhos com o violão, simulando seus tradicionais trejeitos com a guitarra.

No meio da apresentação, Edgard deu o tom: “O nome engana. Aqui é rock n’ roll o tempo todo”, declarou, para o delírio da plateia. Mais tarde, ele também arrancou gritos do público quando falou sobre a performance da banda de rock britânica The Who na capital gaúcha – realizada em 26 de setembro –  em que esteve presente. “Foi o melhor show da minha vida!”, bradou. Antes de sair do palco pela primeira vez, o grupo ainda levantou a galera com a popular Envelheço na Cidade.

Bis

Após os apelos da multidão, o Ira! voltou ao palco ainda mais solto. De cigarro na mão, Nasi mencionou a primeira vez que o grupo tocou em Porto Alegre. “Nós tocamos aqui mesmo, no Araújo Vianna, quando ainda era uma concha acústica” relembrou. Fazendo referência ao guitarrista e compositor carioca Júlio Barroso, a primeira música interpretada no bis foi Telefone, da banda Gang 90 e as Absurdettes.

Em seguida, Scandurra aproveitou para alfinetar o plebiscito informal promovido no mesmo dia pelo movimento “O Sul é Meu País”, que propunha a secessão da região sul do restante do Brasil. “Meu pai é de Bagé e, portanto, de nacionalidade gaúcha”, ironizou. “Mas a gente é acima de tudo, brasileiro”, completou, apresentando os dois outros integrantes do conjunto: seu filho Daniel Scandurra (baixolão) e Johnny Boy (teclado e violão).

Após a provocação, a canção interpretada foi Bebendo Vinho, do gaúcho Wander Wildner, regravada pelo grupo em 1999. A apresentação foi fechada vistosamente com My Generation (do The Who), Tanto Quanto Eu e Núcleo Base. Ovacionada, a banda saiu do palco aos gritos de “Ole Ole , Ira! Ira!”, deixando a sensação de que Nasi e Edgard Scandurra são capazes de se completar cada vez mais.

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